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segunda-feira, 13 de abril de 2026

MAC 1977

Equipe do Marília em 1977. Em pé, da esquerda para a direita: o técnico Vail Mota, Mariani, Gaúcho, Wanderley, Pedro Omar, Ademir, Altair e o auxiliar Marcos Falopa. Agachados: Mujica, Robertinho, Jorginho, José e Ferreira. Foto enviada por Marcos Falopa

Homenagem do site Futebol do Interior ao "Carlão".

Luto! Morre Carlos Bulho Fonseca: um dos maiores ícones da história do Marília. Carlão foi encontrado morto na madrugada deste sábado (dia 8), em seu alojamento no Abreuzão. Marília, SP , 08 (AFI) – O futebol de Marília está em luto. Na madrugada deste sábado (dia 8), morreu Carlos Bulho Fonseca, o “Carlão”, de 75 anos, um dos maiores descobridores de talentos na história do futebol do interior paulista. Ele foi encontrado morto em seu alojamento, que ficava no estádio Bento de Abreu, onde morava desde 1981 (43 anos). A perícia apontou causas naturais. Em suas redes sociais, o Marília Atlético Clube (MAC) lamentou a morte de Carlão. “Com enorme pesar, comunicamos o falecimento de Carlos Bulho Fonseca. A nossa eterna gratidão pelas décadas fazendo parte da família Marília Atlético Clube, passando por diversas conquistas! Nesse momento de dor solidarizamos com os familiares e amigos, e expressamos os nossos sinceros sentimentos”. Não existe um garoto que jogou nas categorias de base do Marília e que não tenha sido treinado por Carlos Bulho Fonseca, a partir da década de 80. Carlão foi um dos grandes nomes da história do clube e um dos maiores descobridores de talentos do futebol. Aposentado da função de técnico desde 2015, ele morava em um alojamento no Abreuzão desde 1981. História Carlos Bulho nasceu em Herculândia e veio para Marília em 1968. Porém, antes ainda morou em Tupã e em Garça, onde era médio volante do Ipiranga e do Paulistinha (clubes amadores do município). “Joguei junto do goleiro Valdir Peres (São Paulo e Seleção Brasileira) na infância”, lembrou. Quando veio para Marília, Carlão trabalhou na antiga Telesp (ficava na Rua 4 de Abril) como serviço gerais e depois em uma indústria de calçados (na Rua São Luiz)”, comentou em entrevista ao Jornal da Manhã em 2020. Em um dos últimos empregos, acabou recebendo de acerto um jogo de camisas de futebol e resolveu montar uma equipe: o Paulista do Morro, ficando pouco mais de um ano no comando técnico. Sua ida ao MAC aconteceu em 1978 por convite do técnico Antônio Maria Pupo Gimenes, o “Cocó”, que era o treinador da base maqueana. “Fui chamado porque meu time (Clube Atlético Independente) venceu o Maquinho na final de uma competição organizada por Osmar Santos (locutor). Naquela época era quase impossível ganhar da base do Marília em qualquer categoria. Meu time conseguiu a vitória por 1 a 0 com gol de Dorival Junior (atual técnico do Athletico-PR). Nessa minha equipe jogavam: Dorival Junior (atual técnico da Seleção Brasileira), o irmão dele, Luiz Andrade e Sérgio Néri (ambos goleiros). Pupo Gimenes e Leandro Presumido (diretor da base do MAC) me convidaram e eu aceitei trabalhar no clube”, recordou Carlão. Na época o Alviceleste era dirigido pelo presidente Pedro Pavão. Descobridor de talentos Carlos Bulho Fonseca foi responsável pela formação de grandes atletas no Marília, que ganharam destaque no futebol brasileiro. Alguns dos lembrados pelo ex-treinador foram: volante Bernardo (São Paulo), zagueiro Márcio Rossini (Santos), Dorival Junior (Guarani), Sérgio Néri (Guarani), atacante Raudinei (Porto-POR) e centroavante Guilherme (São Paulo). Perguntado qual foi sua maior revelação, o ex-treinador preferiu não dizer. Na base, Carlão conquistou vários títulos de Jogos Regionais e um dos Jogos Abertos. “Era para ter sido dois títulos dos Abertos, mas um eu perdi na moeda. Não me lembro o ano, mas em uma edição em Santo André, nós e o Rio Branco terminamos empatados em todos os critérios e a decisão de quem ficava com o título foi decidida na moeda e eu acabei perdendo”, frisou. Além de ter comandado todas as categorias de base do Marília, Carlos Bulho Fonseca foi auxiliar-técnico do profissional em várias oportunidades, mas nunca treinou o time principal. “Nunca recebi o convite de nenhum dirigente para dirigir o profissional, porque eu sempre deixei bem claro que eu não queria”, destacou. Carlão também foi o auxiliar de Walter Zaparoli na conquista do Maquinho da Taça São Paulo Junior de 1979. “Eu fazia parte da comissão técnica, mas não cheguei a viajar para São Paulo”, mencionou. Seleção do MAC Parte da história do Marília Atlético Clube, Carlão viu grandes times, jogos e jogadores do Alviceleste, além de adversários atuarem no Abreuzão. O ex-treinador da base montou sua seleção profissional do clube de todos os tempos com: Zecão; Valdirzinho, Tinho, Henrique Pereira e Mineiro; Helinho, Rui Lima e Roberto Pinto; Jorginho, Caldeira e Itamar. Técnico: Wilson Francisco Alves, o “Capão”. Carlão só não quis dizer quem foi o melhor jogador da história maqueana, mas elegeu o melhor atleta adversário que viu jogar no Bento de Abreu: uruguaio Pedro Rocha, do São Paulo. Carlos Bulho afirmou que o melhor time do MAC de todos os tempos foi o que disputou o Paulistão de 1993. “Por incrível que pareça essa equipe caiu, apesar de eu considera-la a melhor. Nessa época, o clube era comandado pelo Fausto Jorge (empresário) e que trouxe vários atletas de grandes clubes. Me lembro que veio do Nei Bala, o Paulo César e o Mona, todos do São Paulo, mas infelizmente esse time não deu ‘liga’. Uma pena mesmo”, lamentou. Um jogo que nunca esquece aconteceu pelo Paulistão de 1979, no Abreuzão, no dia 24 de fevereiro. Marília e Ponte Preta empataram em 4 a 4. O MAC chegou a estar vencendo por 4 a 2 até os 37 minutos do segundo tempo, mas levou o empate aos 37 (com Osvaldo) e aos 45 (com Wilsinho). Nesta partida, Jorginho Putinati marcou duas vezes. Serginho e Ferreira anotaram os outros dois. A escalação maqueana deste jogo teve: Zecão; Valdirzinho, Márcio Rossini, Clodoaldo e Reinaldo; Soni, Nenê e Serginho; Luís Sílvio, Jorginho e Ferreira. Técnico: Urubatão Nunes. A Ponte jogou com: Carlos; Toninho, Oscar, Juninho e Toninho Costa; Vanderlei, Marco Aurélio (Wilsinho) e Dicá; Lúcio (Humberto), Osvaldo e Afrânio. Técnico: Cilinho.

Zair - jogou no Mac 1980

Nome Zair Soares da Fonseca Posição Extremo Direito

Marlon...de Marília para o mundo....gols pelo Santa Cruz.

fonte: Só Poster e Fotos de Times de Futebol

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Corinthians 1 x 1 Marília Campeonato Paulista 1983

 Corinthians e Marília empataram pelo placar de 1 a 1, no Canindé, na fase única do Campeonato Paulista 1983.


Palmeiras 2x2 Marília - Campeonato Paulista 1980

 Palmeiras 2x2 Marília - Campeonato Paulista 1980

26/Outubro/1980 Campeonato Paulista - 2º Turno Local: Parque Antártica (São Paulo) Árbitro: Romualdo Arppi Filho Renda: Cr$ 541.920,00 Público: 6.251 Gols: João Carlos 24, Vanderlei Paiva 26 e Baroninho 30 do 1º Tempo; Manguinha 20 do 2º Tempo. Palmeiras: Gilmar, Sóter, Beto Fuscão, Édson Furquim (Polozi, 15 do 2º) e Pedrinho Vicençote; Pires (Célio, 25 do 2º), Vanderlei Paiva e Freitas; Lúcio, César e Baroninho. Técnico: Diede Lameiro. Marília: Silas, Valdir, Renato, Tecão e Toninho Costa (Pereira, intervalo); Manguinha, Rui Lima e Zé Roberto; Freitas (Zanola, 10 do 2º), João Carlos e Reginaldo. Técnico: Wilson Francisco Alves.

Marília Atlético Clube completa 80 anos de fundação

 


Paulistão 1978 MAC 2x2 Corinthians

 Gols do Marília : Ferreira e Jorginho (Penalty)


PAULISTÃO 1978: Portuguesa 3x1 Marília - 15ª rodada (18/10/1978)

 


São Paulo 2x1 Marília - Paulista 1975 - Turno 01 - rodada 05 - 19/03/1975

 São Paulo 2x1 Marília - Paulista 1975 - Turno 01 - rodada 05 - 19/03/1975

19.03.1975 SÃO PAULO 2x1 MARÍLIA Campeonato Paulista de 1975 - Turno 01 - Rodada 05 Estádio: Pacaembu SÃO PAULO: Waldir Peres; Nélson, Mário, Paranhos e Gilberto; Chicão e Pedro Rocha; Terto, Silva, Serginho e Piau (Mauro). Técnico: José Poy MARÍLIA: Neuri; Carlos Roberto, Dárcio, Ademir e Mineiro; Zé Carlos e Nélson Lopes; Quita (Jáder), Toninho, Itamar e Ferreira. Técnico: Capão. Árbitro: Nilson Cardoso Bilha. Público: 9.737. Narração: Milton Neves



Portuguesa 3 x 1 Marília 1977

 


Marília 2 x 0 Juventus - Campeonato Paulista 1991

 


São Paulo 5x2 Marília - 1991 - RAÍ, BAIANO, CAFU, MACEDO E GOLEADA TRICOLOR NO PAULISTÃO!

 


São Paulo 5x2 Marília - 1991 - RAÍ, BAIANO, CAFU, MACEDO E GOLEADA TRICOLOR NO PAULISTÃO! 06.08.1991 SÃO PAULO 5x2 MARÍLIA Campeonato Paulista 1991 - Rodada 05 Estádio: Morumbi SÃO PAULO: Zetti; Cafu, Antônio Carlos (Adílson), Ronaldão e Vítor; Sídnei, Baiano e Raí (Eraldo); Anílton, Macedo e Elivélton. Técnico: Telê Santana. MARÍLIA: Luís Andrade; Luis Carlos, Carlos Martins, Miranda e Claudecy; Edílson, Ney e William; Zé Roberto (Tidão), Zó (Zé Rubens) e Wanks. Técnico: Norberto Lopes. Árbitro: Válter Francisco dos Santos. Público: 2.001. 🎙NARRAÇÃO: Milton Neves 🎙COMENTÁRIOS: Vital Battaglia 🎙REPORTAGENS: João Antônio de Carvalho


Marília 0 x 0 Santos - 10/09/1978 - Imagens inéditas do jogo e mostrando atmosfera das arquibancadas

 Inédita e exclusivo, raríssimas imagens de um jogo do Santos FC no Campeonato Paulista 78 contra o Marília! Créditos para Rodrigo Gaspar!

O Santos joga melhor, mas não consegue o gol Mesmo jogando melhor, e criando as chances mais perigosas de gol durante a partida, o Santos não conseguiu vencer o Marília no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal. Mas o 0 a 0 foi suficiente para que o time dirigido por Formiga continue na liderança do Grupo A agora com 8 pontos ganhos e, ainda o maior saldo de gols do Campeonato: dez. Para o Marília não foi fácil segurar o jogo rápido e bem tramado do Santos, que teve, mais uma vez em seu ataque e meio campo com os seus setores mais fortes e bem entrosados. Principalmente o meio campo, onde Ailton Lira, Clodoaldo e o garoto Pita, mostram um entrosamento cada vez maior. No ataque, Juary vinha sendo o grande destaque novamente, mas acabou sentindo uma pancada, e precisou ser substituído. Claudinho entrou, mas não conseguiu manter o mesmo nível, por falta. No Marília os grandes destaques foram o lateral esquerdo Zeca, ex jogador do Palmeiras e o meia esquerda Nenê, ex São Paulo, dois veteranos muito experientes, mostrando grandes forma e seriedade na jogadas. Mas o melhor do jogo foi o goleiro Paulo Cesar, de 17 anos, que surpreende a cada jogo pela segurança e eficiência. Por mais de uma vez Paulo César salvou gols certos, principalmente em duas faltas cobradas por Ailton Lira que defendeu de maneira sensacional. Bento de Abreu Vidal - Marília (SP) Campeonato Paulista Renda: Cr$ 594.320,00 Público: 15.394 + 675 menores (16.093 total) Árbitro: Sílvio Acácio Silveira MARÍLIA: Paulo César; Hudson, Renato, Rubão e Zeca; Clodoaldo (Sérgio), Nenê e Serginho; Edinho, Jorginho Putinatti e João Paulo. Técnico: Pupo Gimemez SANTOS: Vitor; Nelsinho Batista, Joãozinho, Neto e Fernando; Clodoaldo, Aílton Lira e Pita; Nilton Batata, Juary (Claudinho) e João Paulo. Técnico: Formiga

Marília 1x4 São Paulo - Paulista 1981 - Turno 01 - rodada 18 - 05/07/1981

 Marília 1x4 São Paulo - Campeonato Paulista - Turno 01 - rodada 18 - 05/07/1981

05.07.1981 MARÍLIA 1x4 SÃO PAULO Campeonato Paulista de 1981 - Turno 01 - Rodada 18 Estádio: Bento de Abreu Sampaio Vidal MARÍLIA: Silas; Valdir, Dema, Pecos e Edel; Helinho, Rui Lima e Carlos Alberto (Betinho); Geraldinho (Zanola), João Carlos e Cândido. Técnico: Domingos Barôni. SÃO PAULO: Toinho; Chiquito, Nei, Marquinhos I e Nelsinho; Almir (Márcio), Paulo César e Éverton; Valtinho, Serginho (Marquinhos II) e Édson. Técnico: João Leal Neto. Árbitro: Osvaldo dos Santos Ramos. Público: 5.625. Narração: Léo Baptista



São Paulo 6 x 1 Marília - 13-07-1977 ( Campeonato Paulista )

 


Corinthians 1 x 1 Marília - 21 / 06 / 1980

 


Marília 2x1 São Paulo - Paulista 1982 - Turno 02 - Rodada 01 - 26/09/1982

 

Marília 2x1 São Paulo - Paulista 1982 - Turno 02 - Rodada 01 - 26/09/1982 26.09.1982 MARÍLIA 2x1 SÃO PAULO Campeonato Paulista de 1982 - Turno 02 - Rodada 01 Estádio: Bento de Abreu Sampaio Vidal MARÍLIA: Luís Andrade; Valdir, Gomes, Nenê e Carlos; Nandes, João Carlos (Everaldo) e Serginho; Coca (Osmair), Campos e Cândido. Técnico: Marão. SÃO PAULO: Waldir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereyra e Marinho Chagas; Teodoro (Carlinhos Maracanã), Heriberto e Éverton; Paulo César, Luís Fernando Gaúcho (Tatu) e Mário Sérgio. Técnico: José Poy. Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia. Público: 8.399. Narração: Léo Baptista



Campeonato Paulista 1982 - Gols de MAC 2 x 3 Santos.





428 visualizações • 14 de set. de 2020

quarta-feira, 17 de maio de 2023

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Craques revelados pelo MAC: Jorginho, Luís Silvio e MarciobRossini

 Grandes revelações do futebol brasileiro e "prata da casa" revelados nas categorias de base do nosso MAC: Jorginho, Luís Silvio e Márcio Rossini.

Foto tirada em 02/1979 na partida entre MAC 4 x 4 Ponte Preta.

Crédito: foto do arquivo pessoal de Orisvaldo Quiquinato.



quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Jubileu de Ouro - acesso a primeira divisão do futebol paulista. 1971-2021

 Comemorou-se nesta terça-feira, 24 de agosto de 2021, 50 anos do título de acesso a principal categoria do futebol profissional paulista. Nas dependências do Yara Clube em Marília, ocorreu a cerimônia de comemoração dos 50 anos e com a ilustre presença do ex atleta Ivo Picerni que foi o autor do gol (cabeça), único gol da partida frente ao SAAD no Parque Antarctica. Marília Atlético Clube Campeão do acesso de 1971. 

Algumas fotos e a presença de ex-atletas como Jorginho, Marcio Rossini, Luis Silvio e outros.

Nelson Lima, Ivo Picerni e Luis Silvio.

Nelson Lima e Jorginho

Nelson Lima e Marcio Rossini

Cerimônia de comemoração dos 50 anos do título de acesso.


Cerimônia de comemoração dos 50 anos do título de acesso.


Cerimônia de comemoração dos 50 anos do título de acesso.


Cerimônia de comemoração dos 50 anos do título de acesso.

Taça do Campeão do Acesso de 1971

Taça de campeão do acesso de 1971 



segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Há 67 anos(07/09/1953) atrás o nosso MAC faria a sua primeira partida como equipe profissional de futebol.

 


Abaixo reproduzo a matéria do brilhante jornalista Jorge Luiz/foto: Arquivo JM

Nesta segunda-feira (7 de setembro), o Marília Atlético Clube (MAC) completa 67 anos do seu primeiro jogo como agremiação profissional – 11 anos depois de sua fundação (1942). O primeiro compromisso oficial foi uma partida amistosa realizada em 1953, no Estádio Bento de Abreu, contra o Rio Claro. Ainda nas cores vermelha e branca, o alvirrubro ganhou por 3 a 1, com dois gols de Valinho e um de Raul.

Naquela ocasião, o Marília tinha substituído a Associação Atlética São Bento no quadro profissional, que havia voltado a ser um clube amador. O MAC era presidido pelo farmacêutico Antônio Lourenço. O vice era Albino Ferreira. Evandro Lacerda ocupava a função de diretor esportivo.

Quando o primeiro jogo oficial do Marília completou 57 anos (em 2010), a reportagem JM conversou João Martins Netto, conhecido como ‘Vavo’, que era o ponta esquerda da época.

“Confesso que não me lembro muito bem deste jogo em específico. Recordo-me que nessa época eu tinha que conciliar os treinos com meu trabalho, no depósito de gasolina da Texaco, pois não dava para viver só com o salário de jogador. O gerente gostava de futebol e me liberava no período da manhã”, comentou.

Vavo lembrou que os treinamentos eram realizados duas vezes por semana: as terças e as quintas-feiras. “Em um dos dias aconteciam os trabalhos físicos, comandados pelo próprio técnico e no outro ocorria o coletivo.”, explicou.

O ex-ponteiro esquerdo do Marília disse que somente os jogadores contratados de fora viviam apenas do salário pago pelo clube. “Esses atletas ganhavam o equivalente hoje a aproximadamente R$ 5 mil”. Vavo também disputou a primeira competição oficial do alvirrubro, organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF): o Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1953/54.

 

Começo da rivalidade – Logo na estreia do primeiro estadual de sua história, o jogo aconteceu contra o rival Noroeste, no Estádio Bento de Abreu, no dia 29 de novembro de 1953. A partida terminou em 0 a 0. “A rivalidade com o Noroeste sempre foi forte e começou com o São Bento. Já com o BAC (Bauru Atlético Clube) não era a mesma coisa, pois o Norusca sempre teve mais tradição”, mencionou.

Vavo encerrou sua primeira passagem pelo MAC em 1955. “Tive outros empregos em que os meus patrões não me liberavam para treinar. Meu pai também não queria que eu continuasse a carreira de jogador. Por isso, me afastei do clube. O ex-jogador maqueano voltaria ao clube em 57. “O clube já estava em um momento bem ruim financeiramente, mas eu retornei porque gostava muito de futebol”.

No começo de 1958, o Marília voltou a ser uma agremiação amadora, pois não tinha condições financeiras para registrar os jogadores na FPF, para a disputa do Campeonato Paulista da 2ª Divisão. Segundo dados obtidos em jornais da época, Vavo fez 32 jogos com a camisa alvi-rubro e marcou sete gols. “Para mim representava muito vestir a camisa do MAC. Sou mariliense e tenho muito orgulho disso. Acompanho o clube atualmente pelo jornal e pelo rádio. Faz muito tempo que não vou ao estádio”, finalizou.

 

Escalações do 1º jogo como profissional do MAC:

 

Marília - Barbosa; De Paula e Mineiro; Ditinho, Vilela e Teixeira; Valinho (Rudi), Raul, Valter (Fortaleza), Miltinho e Vavo. Técnico: Orlando Scalco.

 

Rio Claro - Flávio; Valdemar e Ribeiro; Luiz, Gunga-Din e Ribeiro; Lula, Ademar, Borá, Cláudio e Rowai.

fonte:Jornal da Manha (Marília-Sp)

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Zizinho o "Mestre Ziza" uma das maiores lendas do futebol mundial jogou em Marília.

 Após um ano sabático, o São Bento de Marília retornou a esfera profissional em 1959, quando disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Para fazer um bom papel, a diretoria tratou de se reforçar. Para comandar o time, Danilo Alvim, então aos 39 anos, foi o nome escolhido. O ex-jogador com passagem pelos times cariocas: América (1939-42 e 1944-45), Canto do Rio (1943), Vasco da Gama (1946-54), Fonseca (1954), Botafogo (1955-56) e por fim, o Uberaba-MG quando encerrou a carreira em 1956 e iniciou a carreira de treinador em 1957. Sem contar a Seleção Brasileira, onde jogou em 27 partidas entre 1946 a 1953, marcando 10 gols. Disputou a Copa do Mundo de 1950, ficando com o vice.

Demonstrando serviço, Danilo Alvim trouxe quase um time inteiro: Silvio, Leônidas, Gélson, Beto, Baçu, Pacheco, Ceninho, Gilson e Zizinho, que só chegou a partir da 4ª rodada da Segundona Paulista.

Danilo Alvim

A diretoria do São Paulo, emprestou o Mestre Ziza, 37 anos, pelo valor de 100 mil cruzeiros ao São Bento, que desembarcou em Marília para atender um pedido de um velho amigo. Depois dessa passagem, Zizinho ainda jogou em 1959, no Uberaba-MG e o time chileno: Audax Italiano, antes de encerrar a vitoriosa carreira em 1962.        

Voltando ao São Bento de Marília, o craque foi apresentado no sábado, do dia 9 de maio de 1959 e no dia seguinte ele assinou contrato, no valor de 20 mil cruzeiros mensais (mas “por fora” recebeu mais 30 mil, num total de 50 mil)  e 100 mil cruzeiros de luvas.

Ele só veio para Marília porque os dirigentes do São Bento tinham contato com o Laudo Natel (presidente do São Paulo), que já havia trabalhado no banco Bradesco em Marília. Na época, o Zizinho estava brigado com o São Paulo e o clube não aceitou emprestá-lo para ninguém”, comentou o ex-técnico do Tricolor e do MAC, Antônio Maria Pupo Gimenes.

Gimenes também lembra que um dos motivos para a vinda do “Mestre Ziza” era o técnico Danilo Alvim. “Naquela época o Zizinho havia acabado de se separar da mulher e o Danilo, que era seu compadre, o chamou para trabalhar com ele. Os dois estiveram juntos na Copa do Mundo de 1950”, ressaltou.

Zizinho estreia no São Bento de Marília

Na foto Zizinho, e a sua esquerda outro craque: Leônidas (ex-América)

Na quinta-feira, no dia 14 de maio de 1959, finalmente chegou o dia da estreia do“Mestre Ziza”,  com a camisa alvirrubra do São Bento de Marília. No final, um empate  com o Botucatuense, em 2 a 2, em Botucatu. Não teve gol, mas Zizinho de passe para o gol de Ceninho, que também marcou o outro tento do São Bento.  

No jogo seguinte, diante da Ferroviária de Botucatu, também fora de casa, o time mariliense empatou em 1 a 1 e o “Mestre Ziza” anotou de pênalti. “Era uma pessoa muito humilde. Infelizmente sua vinda a Marília aconteceu no final da carreira. Ele não se movimentava muito, mas a qualidade técnica era a mesma. Seus passes eram precisos”, declarou o centroavante Alcides José dos Santos, conhecido como ‘Cid’ (69 anos), com quem jogou junto no São Bento.

Zizinho no jogo contra o Garça , no campo da Vila Willians, ao lado do centroavante Tico.

O colunista Rubens Coca Ramos também lembra com saudosismo da época. “Para mim ele foi melhor que o Pelé. Era mais técnico. Já o Pelé foi um grande artilheiro. Mesmo no final da carreira, a diferença técnico do Zizinho era inigualável. Não precisava correr até a bola, ela vinha até ele”, frisou.

Pupo Gimenes trabalhava na rede de lojas Mesbla em 1959 e disse que faltava no serviço para ver Zizinho treinar. “Toda quinta-feira depois do almoço eu ‘ficava’ doente, pois era dia de coletivo, que na época era a mesma coisa de um jogo. A disputa pela titularidade era bem acirrada. As arquibancadas não eram como as de hoje. A capacidade era bem menor. Por isso, as árvores ao redor do estádio ficavam cheias de gente só para vê-lo”, mencionou.

No domingo, do dia 14 de junho, na vitória do São Bento sobre o Tupã por 2 a 0, no Estádio Bento de AbreuZizinho marcou um dos gols. “Lembro desse gol. Foi um lindo voleio”, citou Pupo Gimenes. Porém a ‘lua de mel’ com a torcida foi se desgastando, pois o craque começou a ter atuações apagadas nos jogos.

FONTES: Última Hora (RJ) – Revista do Esporte (RJ) –  Acervo de Rubens ‘Coca’ Ramos – Blog História do Marília Atlético Clube – Diário da Noite (SP) – Fotos colorizadas: Sérgio Mello

Matéria republicada do jornalista  Sergio Mello do site: História do Futebol https://historiadofutebol.com/blog/?p=122298

domingo, 21 de junho de 2020

1971 - MAC Campeão do acesso



Rara foto do time e delegação do Marília Atlético Clube após a vitória sobre o SAAD no Parque Antárctica.
MARÍLIA: Renato; Juvenal, Henrique Pereira, Elmo e Betão (Paulinho); Ari e Waldemar; Warley, Zé Luiz, Wilson e Ivo. Técnico: Alfredinho.
Foto: Arquivo particular do Sr. Ivo Picerni.
Contribuição: Jacob Luiz Luiz


As finais do Campeonato Paulista de 1971 da 1ª Divisão aconteceu no Palestra Itália, em São Paulo e foi disputado por cinco equipes: MAC, Garça, Rio Preto, Grêmio Catanduvense e Saad/São Caetano. Todos jogavam entre si em turno único e o 1º colocado subia para jogar o Paulistinha (Divisão de Acesso).

MARÍLIA (SP) 0 x 2 RIO PRETO (SP)
Data: 12/08/1971

Local: Estádio Palestra Itália / São Paulo
Árbitro: Carlos Afonso Lopes

Renda: Cr$ 14.908,00
Gols: Cornélio 24/1º e Edson 20 /
MARÍLIA: Raimundinho; Juvenal, Brito, Elmo e Henrique Pereira; Ari e Waldemar; Warley, Elias, Wilson (Zé Luiz) e Ivo (Nilton). Técnico: Alfredinho.
RIO PRETO: Gilson; Rogério, Cidinho, Beto e Silas; Pino (Neguito) e Vilson; Wilson, Edson, Corneli e Bita (Nei).

MARÍLIA (SP) 1 x 0 GARÇA (SP)
Data: 17/09/1971
Local: Estádio Palestra Itália / São Paulo

Árbitro: Carlos Afonso Lopes

Renda: Cr$ 18.740,00
Gol: Zé Luiz 32/
MARÍLIA: Raimundinho; Juvenal, Brito, Elmo e Henrique Pereira; Ari e Waldemar; Warley (Wilson), Elias, Zé Luiz e Ivo. Técnico: Alfredinho.
GARÇA: Lula; Ari, Tuta, Bô (Pedroso) e Abegar; Cláudio e Helinho; Toninho, Roberto, Daniel e Osmar (Davi). Técnico: Zé Carlos.

MARÍLIA (SP) 3 X 2 CATANDUVENSE (SP)
Data: 21/08/1971
Local: Estádio Palestra Itália / São Paulo
Árbitro: Emídio Marques Mesquita
Gols: Wilson 14, Zé Luiz 34 e Elias 38/2º, Neves e Paulo Sérgio
MARÍLIA: Raimundinho; Juvenal, Brito, Elmo e Henrique Pereira; Ari e Waldemar; Warley (Elias), Wilson, Zé Luiz e Ivo (Vani). Técnico: Alfredinho.
CATANDUVENSE: Hamilton; Ramon, Rafael, Marco Antônio e Gil; Ari e China; Joãozinho, Pinho (Neves), Paulo Sérgio e Jesuíno (Mane).

MARÍLIA (SP) 1 x 0 SAAD (SP)
Data: 23/08/1971
Local: Estádio Palestra Itália / São Paulo
Árbitro: José Favilli Neto

Renda: Cr$ 33.635,00
Gol: Ivo 34/
MARÍLIA: Renato; Juvenal, Henrique Pereira, Elmo e Betão (Paulinho); Ari e Waldemar; Warley, Zé Luiz, Wilson e Ivo. Técnico: Alfredinho.
SAAD: Ronaldo; Roberto, Flávio, Oscar e Ari; Clemente e Zanetti; Raimundo, Antenor (Copine), Arlindo e Fernandez.

Por ter somado mais pontos, o Marília ficou com o título do Campeonato Paulista da 1ª Divisão e ganhou o direito de disputar o Paulistinha (Divisão de Acesso para a elite paulista).

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Jurandir e um grande time do Mac em 1972


Em 1972 o grande Jurandir de Freitas estreava no Marília Atlético Clube. Grandes nomes como Ivo, Roberto Pinto, Itamar que fizeram história no MAC.
Nesta foto, provavelmente contra o Comercial de Ribeirão Preto, no Abreusão e com vitória do MAC por 2 x 1: Tim(confirmar), Helinho, Minuca, Jurandir, Henrique Pereira e Willian; agachados: Afonso(confirmar), China, Itamar, Roberto Pinto e Ivo.

Mais sobre a estréia de Jurandir:

Há 48 anos, Jurandir de Freitas estreava pelo MAC contra o Atlético-MG

04/06/2020
Por Jorge Luiz/foto: Arquivo Jornal da Manhã
No dia 4 de junho de 1972 (há 48 anos), o zagueiro Jurandir de Freitas estreava com a camisa do Marília Atlético Clube (MAC) em um amistoso com vitória sobre o Atlético-MG (2 a 1), no estádio Bento de Abreu. Campeão com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962 (Chile), o mariliense voltava à cidade após defender o São Paulo Futebol Clube por dez temporadas (418 partidas).
Antes de acertar com o Tricolor, Jurandir atuou profissionalmente em dois clubes de Marília: Sport Club Corinthians (1959) e Associação Atlética São Bento (1960/1961).
Quando chegou ao MAC em 1972, o zagueiro estava com 31 anos e atuou pelo Alviceleste até o começo da temporada seguinte (foram 32 partidas), quando o clube disputou um torneio amistoso em Campo Grande-MS com: Santos, Operário-MS e Comercial-MS, time pelo qual o mariliense foi contratado após a competição. Ele se aposentou em 1974 pela equipe sul-mato-grossense.

MAC x Atlético-MG – O Atlético-MG era o atual campeão brasileiro (1971) e na época era comandado pelo técnico Telê Santana, que não veio a Marília. O Galo foi dirigido pelo auxiliar Léo Coutinho, que trouxe apenas alguns titulares na delegação. Já o Alviceleste estava se preparando para a disputa do Paulistinha (divisão de acesso) e tinha como treinador Norberto Lopes, em sua primeira das nove passagens pelo clube, sendo quem mais vezes dirigiu o MAC na história (164 jogos).
A escalação maqueana teve: Willian; Djalma, Jurandir, Minuca e Henrique Pereira; Helinho e Waldemar; Toninho, Neguito, Afonso e Ivo. O Atlético-MG jogou com: Mussula; Cincunegui, Grapete, Normandes e Odair; Wanderley e Spencer; Guará, Tatá (Laci), Lola e Romeu. Nesta partida, o Marília chegou a abri 2 a 0 ainda no primeiro tempo com: Helinho (8 minutos) e Afonso (28).
O gol do Galo foi marcado por Wanderley Paiva, que foi treinador maqueano na conquista do acesso na Série A-3 de 2001. Ele diminuiu o marcador aos 28 da etapa final. A renda do jogo foi de Cr$ 28.868,00 (cruzeiros) e o árbitro foi José Clemente de Oliveira.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

MAC 2 x 0 Santos Campeonato Paulista 1985

Conforme informações do nosso amigo Eduardo Pereira Tassinari: "Foto do jogo MAC 2 x 0 Santos , Paulistão 1985 ...O Rodolfo Rodrigues levou um gol de falta patético , abriu a barreira ao meio , o Serginho cobrou a falta , ela bateu no meio da barreira e entrou".

Ficha técnica:
Data: 03/08/1985 16hs. Marília-SP, Estádio Bento de Abreu.
Público: 4.185 pagantes. 
Renda: Cr$ 27.825.000,00
Arbitro: Eduardo Alves Ferreira
Cartões amarelo: Mac (Luiz Andrade), Santos (Dema e Humberto)
Cartões vermelho: Santos (Pedro Paulo - segundo tempo 27 m)
Gols: Serginho (30 m do primeiro tempo) e Ademir (33m do primeiro tempo).

Marília: Luiz Andrade, Valdir, Fernando, Foguinho e Carlos; Bernardo, Serginho e Roberlei(Valdo); Ademir, Hélio e Fagundes. Técnico Nenê

Santos: Rodolfo Rodrigues, Amauri (Flávio), Márcio Rossini, Pedro Paulo e Jaime Boni; Dema, Humberto e Junior; Gersinho, Lima e Paulo Leme. Técnico Castilho.
Fonte: Folha de SP.
Observação: esta foto não é da partida contra o Santos.