Inglês para crianças

acesse aqui!

Inglês e Espanhol Corporate

Banner created with MyBannerMaker.com

Pesquisar

Pesquisa personalizada

Resultado da busca

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"Mestre Zizinho" defendeu o São Bento de Marília em 1959

Mestre Zizinho defendeu o A.A. São Bento de Marília em 1959
Mestre Zizinho envergando a camisa do nosso A.A. São Bento de Marília em 1959, em jogo contra o Garça , no campo da Vila Willians, na foto posando com o centro-avante Tico. Fonte : Wanderley "Tico" Cassolla.

Pouca gente sabe, mas Zizinho (mestre Ziza), um dos grandes craques do futebol mundial vestiu a camisa da extinta Associação Atlética São Bento de Marília, em 1959. Nesse ano, o clube mariliense voltava a ser profissional depois de quase uma década inativo (o Marília Atlético Clube representou o município de 1953 a 1958). O presidente era Álvaro Paiva e o vice era Thomaz Alcalde.
O São Bento disputaria o Campeonato Paulista da 2ª Divisão e a diretoria contratou o ex-volante da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1950, Danilo Alvim, para ser o técnico. O treinador trouxe cerca de dez jogadores do futebol carioca, entre eles Zizinho, que só chegou a partir da 4ª rodada.
Mestre Ziza veio para o São Bento já no fim da carreira, com 38 anos. Sua chegada aconteceu no dia 9 de maio e no dia seguinte ele assinou contrato. “Ele só veio para Marília porque os dirigentes do São Bento tinham contato com o Laudo Natel (presidente do São Paulo), que já havia trabalhado no banco Bradesco em Marília. Na época, o Zizinho estava brigado com o São Paulo e o clube não aceitou emprestá-lo para ninguém”, comentou o ex-técnico do Tricolor e do MAC, Antônio Maria Pupo Gimenes (79 anos).
Gimenes também lembra que um dos motivos para a vinda do mestre Ziza era o técnico Danilo Alvim. “Naquela época o Zizinho havia acabado de se separar da mulher e o Danilo, que era seu compadre, o chamou para trabalhar com ele. Os dois estiveram juntos na Copa do Mundo de 1950”, ressaltou.
Estreia
Zizinho estreou com a camisa do São Bento no dia 14 de maio de 1959, no empate em 2 a 2 contra o Botucatuense, em Botucatu. O craque da Seleção Brasileira não fez gol, mas deu a assistência, que resultou no gol de Ceninho. No jogo seguinte, diante da Ferroviária/Botucatu, também fora de casa, o time mariliense empatou em 1 a 1 e o mestre Ziza anotou de pênalti.
“Era uma pessoa muito humilde. Infelizmente sua vinda a Marília aconteceu no final da carreira. Ele não se movimentava muito, mas a qualidade técnica era a mesma. Seus passes eram precisos”, declarou o centroavante Alcides José dos Santos, conhecido como ‘Cid’ (69 anos), com quem jogou junto no São Bento.
O colunista Rubens Coca Ramos também lembra com saudosismo da época. “Para mim ele foi melhor que o Pelé. Era mais técnico. Já o Pelé foi um grande artilheiro. Mesmo no final da carreira, a diferença técnico do Zizinho era inigualável. Não precisava correr até a bola, ela vinha até ele”, frisou.
Pupo Gimenes trabalhava na rede de lojas Mesbla em 1959 e disse que faltava no serviço para ver Zizinho treinar. “Toda quinta-feira depois do almoço eu ‘ficava’ doente, pois era dia de coletivo, que na época era a mesma coisa de um jogo. A disputa pela titularidade era bem acirrada. As arquibancadas não eram como as de hoje. A capacidade era bem menor. Por isso, as árvores ao redor do estádio ficavam cheias de gente só para vê-lo”, mencionou.
Fim da ‘lua de mel’
No dia 12 de junho, na vitória do São Bento sobre o Tupã (2 a 0), no Estádio Bento de Abreu, Zizinho marcou um dos gols. “Lembro desse gol. Foi um lindo voleio”, citou Pupo Gimenes. Porém a ‘lua de mel’ com a torcida foi se desgastando, pois o craque começou a ter atuações apagadas nos jogos.
No duelo contra o Osvaldo Cruz, no Abreuzão, no dia 16 de junho, a paciência acabou. O São Bento vencia por 1 a 0 e ainda no primeiro tempo o clube teve um pênalti a seu favor. Zizinho cobrou e o goleiro defendeu. “Ele bateu fraco a meia altura, no canto esquerdo do goleiro. A torcida não o perdoou e começou a vaiá-lo”, lembrou Rubens Coca. O adversário ainda conseguiu o empate (1 a 1).
“O Zizinho ficou mais de um ano parado, antes de vir para o São Bento. Depois de ter conquistado o título paulista pelo São Paulo em 1957, ele brigou com a diretoria e como tinha contrato, não podia jogar por outro clube. Nesse período, ficou em Niterói-RJ só tomando cerveja na praia. Era impossível achar que ele resolveria todos os problemas do time”, lembrou Gimenes.
A gota d’água para Zizinho foi a demissão do técnico Danilo Alvim. O jogador foi embora para o Rio de Janeiro com o treinador. O jornal Correio de Marília anunciou que ele havia se transferido para o Juventus, mas após vestir da camisa do São Bento, o mestre Ziza foi para o Audax Italiano (Chile), onde encerrou sua carreira, três anos depois.
Zizinho ficou pouco mais de dois meses em Marília (10 de maio a 30 de julho), fez 11 jogos com a camisa do alvi-rubro e marcou três gols. Em seu livro (Mestre Ziza – Verdades e Mentiras no Futebol), ele não menciona a passagem que teve pelo São Bento. “Ele tinha raiva da cidade por ter sido vaiado”, comentou Rubens Coca Ramos. “Talvez a demissão do Danilo Alvim o tenha deixado chateado”, achou Pupo Gimenes.
Carreira
Thomaz Soares da Silva (Zizinho) começou a carreira de jogador no Flamengo em 1939, onde jogou até 1950. Após a Copa do Mundo, se transferiu para o Bangu-RJ e ficou até 1957, quando acertou com o São Paulo. Depois de ter atuado pelo São Bento de Marília em 59, encerrou a carreira no Audax Italiano-CHI, em 62. Mestre Ziza era o ídolo de Pelé.
Apesar do vice do Brasil na Copa do Mundo de 1950, ele foi eleito o melhor jogador da competição. Zizinho possui quatro títulos cariocas, um paulista e um Sul-Americano pela Seleção Brasileira. Sua morte aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2002, vítima de problemas do coração.
“O Estádio Bento de Abreu tinha que ter uma placa na entrada dizendo: Aqui jogou Thomaz Soares da Silva, o Zizinho”, finalizou Pupo Gimenes.

FOTO 1: Divulgação
Mestre Ziza (à esq.) foi vice-campeão do Mundo em 1950, com a Seleção Brasileira

FOTO 2: Alexandre Lourenção
Pupo Gimenes: “Toda quinta-feira depois do almoço eu ‘ficava’ doente no trabalho só para ver o Zizinho treinar”


Fonte :
Jorge Luiz Micheli da Silva (Jornal da Manhã)
http://jogosdomariliaac.blogspot.com/


Crônicas :

Um trecho do livro “Usina Paredão Futebol Clube” diz que tem:
 
A paixão do garoto pelo futebol era incentivada pelo tio “Menê”, que acompanhava os times da capital pelos programas esportivos das rádios, e pelos jornais, especialmente  ” A Gazeta Esportiva” da qual recortava fotos e reportagens destacando seu clube, PALMEIRAS, e a SELEÇÃO BRASILEIRA, ainda em busca do primeiro título mundial. “Menê” respeitava a torcida do garoto pelo “TRICOLOR” desde que o induzira com a foto do “SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE”. Para reafirmar sua imparcialidade, deu-lhe outra foto, agora com os campeões do ano que findara: Poy, De Sordi e Mauro; Dino, Vitor e Riberto; Maurinho, Amaury, Gino, Zizinho e Canhoteiro.
Desses jogadores, o garoto veria pelo menos um deles diante dos seus olhos. O meia Zizinho, em final de carreira, deixara o São Paulo e viera para Marilia  “ajudar ” na volta da Associação Atlética São Bento ao futebol paulista, após alguns anos afastada dos torneios da Federação.
Nos dias em que o garoto retornava ao Cristo Rei na parte da tarde, por motivo de trabalhos escolares, estudos, pesquisas ou mesmo prática de esportes, seu regresso era esticado até o Estádio Bento de Abreu da Avenida Vicente Ferreira, onde assistia ao final dos treinamentos do São Bento, atrás do gol, vendo o veterano meia-esquerda cobrar pênaltis e faltas, testando o goleiro sambentista, Joselias. As canelas cheias de cicatrizes passavam diante dos olhos curiosos cada vez que Zizinho ia buscar as bolas chutadas fora. Na passagem, um afago na cabeça ou alguma palavra daquela figura lendária do futebol brasileiro deixava o garoto todo cheio de si. Joselias, Pedro e Beto; Silvio,Pacheco e Bassu; Geninho, Ceninho, Leônidas, Zizinho e Gelson deram grandes vitórias e grandes alegrias aos marilienses no período.
O contato permanente com esportes, pontuado pelos eventos e acontecimentos relacionados ao futebol, doutrinavam o garoto no sentido de que a realizaçãodos sonhos passava necessariamente por um quadrilátero de gramado verde e um grito de gol saído de gargantas que torcessem por um time, que tanto poderia ser como o São Paulo Futebol Clube, da 1ª Divisão, a Associação Atlética São Bento, da 2ª ou o Usina Paredão Futebol Clube, do Amador. A seleção brasileira comandada por Paulo Machado de Carvalho e com Vicente Feola de técnico, havia se sagrada campeã Mundial e naquele momento não se falava em outra coisa a não ser o feito obtido e o aparecimento de um tal “Pelé” que assombrava o planeta com suas jogadas de gênio. As narrações dos jogos por Edson Leite e Pedro Luiz pela Rádio Bandeirantes de São Paulo invadiam o imaginário dos ouvintes que sonhavam um dia participar daquele mundo mágico  …”



Outras matérias relacionadas com o "Mestre Zizinho" e sua passagem por grandes times do Brasil:
Revista: "Grandes Clubes Brasileiros"
...........Flamengo (Ué,...e tem outro grande?)
Edição Nº-04 de 1971- CR$2,50 - Relíquia


















.......................................O MESTRE ZIZA
...................................Tomaz Soares da Silva
Incluído com todos os méritos entre os maiores meias-armadores do mundo, Zizinho notabilizou-se no futebol pelo seu admirável estilo cerebral de jogo. Em sua época muitos foram os jogadores que se destacaram pela técnica e pela inte­ligência, mas nem todos conseguiram o renome de Zizinho, um craque no mais legítimo sentido que a denominação re­presenta. Legenda brilhante de uma das fases áureas do Flamengo, Zizinho foi um dos ídolos da massa rubro-negra durante dez anos e êle próprio relem­bra com saudade:
_Comecei no Flamengo no final de 1939 e saí no início de 1950. A torci­da rubro-negra sempre me deu o máxi­mo apoio, com a liderança desse homem sensacional que é Jaime de Carvalho, um autêntico líder de massa. E tive grandes momentos na minha passagem pelo clube da Gávea.
_Qual foi a vitória mais sensacional pelo Flamengo?
_A do jogo final do campeonato de 1944. Lutávamos pelo tricampeonato, so­nho dourado de todos os rubro-negros. Faltavam só três minutos para o final do jogo quando Valido subiu e cabe­ceou para marcar o goal da vitória. Foi um delírio, uma loucura na torcida e no campo. Uma festa inesquecível.
_Qual a melhor equipe da sua época no Flamengo?
_Todas as formações-base de 42, 43, 44 foram boas, tanto que conseguiram ganhar o título nos três anos consecuti­vos, mas como a pergunta exige uma resposta objetiva, fico com a equipe de 43, que das três me pareceu a melhor.
_Qual foi a base de 1943?
_Jurandir, Domingos e Newton; Biguá, Bria e Jaime; Valido, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.
_Há quem afirme que Vevé era o brilhante dessa equipe, você concorda?
_Seria injustiça não reconhecer o valor do Vevé, pois existiram pouquíssimos extremas com as virtudes dele. Mas é bom lembrar que nesse ano existia o senhor Domingos da Guia. Que benção!
_Já que o papo é sobre grandes craques, Zizinho, qual o mais brilhante você viu até hoje?
_Se deixar de dizer que é o Pelé, estarei com toda certeza contrariando o resto do mundo. O negão até hoje não teve rival. Mas em outras épocas tam­bém vi jogadores brilhantes, quase tan­to quanto Pelé. Um só é difícil citar. Domingos da Guia, Nílton Santos, Leônidas, Ademir, Bauer. Esses foram o fino.
_Como jogador do Flamengo, qual a derrota que mais o entristeceu?
_Eu jamais fiquei conformado nas der­rotas, mas uma grande tristeza que ti­ve no Flamengo não foi por ter perdido, mas por não ter ganho um jogo que era decisivo. O Fla-Flu final de 1941 na Gávea, que terminou 2 x 2 e o Flumi­nense, que precisava do empate, foi o campeão. Essa foi minha maior triste­za, mesmo sem ter sido uma derrota.
_Decepção, Zizinho, você teve algu­ma?
_No Flamengo, uma só, mas que foi a maior de toda a minha vida de joga­dor profissional.
_Quando e por quê?
_No início de 1950, quando o então presidente Dário de Melo Pinto vendeu meu passe para o Bangu.
_Decepcionou-se por quê? Não queria sair do Flamengo?
_Não, não foi por Isso. Minha decep­ção foi grande porque o presidente não me falou que ia fazer a transação. Não me consultou a respeito.
_E quando você soube que iria ter o passe negociado?
_Quando Silveirinha me chamou em Bangu para acertar as condições do contrato que iria assinar. Só então eu soube que estava fora do Flamengo.
_Qual o melhor presidente que o Fla­mengo teve, Zizinho?
_Na minha opinião, foi Gustavo de Car­valho, um dirigente dedicado, trabalha­dor e leal.
_Você se lembra do goal mais bonito que marcou até encerrar a carreira?
_Essa pergunta eu vou deixar sem resposta porque francamente foram mui­tos os goal que marquei e decorrem tan­tos anos que não me lembro qual te­rá sido o mais bonito.
_Qual o seu melhor orientador téc­nico?
_Foi Flávio Costa, um treinador de muitos conhecimentos. Exigente, mas flexível. Penso que até hoje o futebol brasileiro não conheceu outro igual. Coi­sas que Flávio ensinava no meu tempo e que êle dizia, até hoje são repetidas com certa frequência.
_Por que o Brasil deixou escapar a Copa de 50, Zizinho?
_Por excesso de confiança.
_Só por isso?
_Simplesmente por isso. O excesso de confiança foi de todos.
_Você acha que a seleção de 50 foi a melhor que já houve no Brasil?
_Não. Foi boa, mas não a melhor. Me­lhor que aquele "scratch" de 50 foi o do Sul-Americano de 1945.
_Melhor em quê, Zizinho?_Melhor em tudo, principalmente no ataque, que era Tesourinha, Zizinho, He­leno, Jair e Ademir.
_Sua opinião sobre Zanata?
_É bom, tem futuro, mas não chega a ser um jogador completo.
_Qual a maior virtude que você vê no Zanata?
_O sentido de colocação que êle tem em campo. Êle passa relativamente bem, precisando caprichar mais nos passes.
_Qual o maior defeito que você vê no Zanata?
_O Zanata toca muito a bola para os lados. Isso é ruim. Jogador de meio-campo tem que jogar para a frente, de preferência lançando em profundidade e êle não faz isso.
_Sua opinião, Zizinho, sobre o Zico?
_Acho que esse garoto conhece tudo de bola. Ganhando um pouco mais de corpo, vai longe. É de uma boa escola, a escola do Edu. Futuro certo. Deve evi­tar a máscara.,
_Era mais fácil jogar no seu tempo, Zizinho?
_Penso que hoje, para determinado tipo de jogador, é melhor.
_Por exemplo.
_Jogador de defesa. Joga mais pro­tegido, tem o auxílio do meio-de-campo e até dos atacantes, que recuam mui­to. Para os atacantes a coisa se com­plicou um pouco mais.
Tomaz Soares da Silva, o Zizinho ou Mestre Ziza, nasceu em São Gonçalo. O Governo do Estado do Rio reconhecendo-o como um dos filhos mais dedicados, nomeou-o agente fiscal em 1962. Zizinho escreve também para o "Jor­nal dos Sports".
_Escrever é mais fácil que jogar, Ziza?
_Às vezes, não. Há jogos que nada oferecem para que se escreva.
_Você foi ao México e viu toda a Copa. Como resume o êxito do Brasil?
_Organização. Esse ponto foi a base de tudo. Independente dos valores in­dividuais, que eram grandes.


Sábado12/setembro/2009 - edição nº 312 Arquivo de Adalberto Day

A imagem acima, enviada pelo amigo Adalberto Day, é de 1951 e mostra Teixeirinha ao lado de Zizinho, ambos vestindo a camisa do Bangu, do Rio de Janeiro. Nildo Teixeira de Melo, o Teixeirinha, é natural de Tubarão, no Sul do Estado, e é considerado, por muitos, o maior jogador de futebol de Santa Catarina de todos os tempos. Atuou em vários clubes, entre eles Palmeiras (Blumenau), Carlos Renaux (Brusque), Olímpico (Blumenau), Botafogo e Bangu (Rio de Janeiro), São Paulo e Portuguesa (São Paulo). No Botafogo, jogou ao lado do maior jogador da história do Glorioso, Heleno de Freitas.
Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do jornalista Everton Siemann, Sábado 19/setembro/2009 - edição nº 315

Vasco


Flamengo
Em pé: Mendonça, Mirim, Pinguela, Luiz Borracha, Rafanelli e Sula
Agachados: Menezes, Zizinho, Joel, Décio Esteves e Teixeirinha
07.03.1957- Jogadores do Botafogo Didi J (esquerda) com Zizinho no vestiário


MESTRE ZIZA,
UM GÊNIO DE CHUTEIRAS.

Zizinho
Thomas Soares da Silva Nascimento –
Natural de São Gonçalo, RJ,
Nasceu em 14 / 09 / 1921, e faleceu em Niterói, RJ 08 / 02 / 2002
Posição – Meia esquerda.
Clubes em que jogou – Flamengo (1940 a 1949), Bangu (1950 a 1956), São Paulo (1957 e 1958), Audax Italiano-Chile (1961 a 1962).
Títulos – Campeão carioca (1942/43/44) pelo Flamengopaulista (1957) pelo São Paulo;sulamericano (1949) pelo Brasil.


Pelé teve um ídolo no futebol. Quando estava iniciando a carreira, o Rei viu jogar no São Paulo um craque chamado Zizinho. Ele foi um dos mais refinados jogadores do futebol em todos os tempos. Na Copa de 1950, teve uma atuação que muitos juram ser a melhor de um atleta pela Seleção. Foi na vitória de 2 x 0 sobre a Iugoslávia, em que ele acertou todos os passes e ainda fez um dos gols. Aos 18 anos, o sonho de Zizinho era atuar no América, o time do coração, mas o físico franzino não convenceu ninguém na comissão técnica do clube. Desiludido, procurou o Flamengo. O teste aconteceria num treino com os titulares do time e logo no inicio Leônidas da Silva se machucou.
O técnico Flávio Costa chamou o menino de Niterói para o lugar de Leônidas. Zizinho fez de tudo. O treinador se aproximou dele e disse: “Corte o cabelo e volte amanha”.
No Flamengo, foi o condutor do tricampeonato de 1942 / 43 / 44. Só saiu do clube dez anos depois e muito magoado.
Na virada de 1949 para 1950, já reconhecido como o maior craque do país, soube que seu passe havia sido vendido ao Bangu por uma fortuna. Um dirigente banguense, Guilherme de Silveira, confirmou a venda a Zizinho, que imediatamente assinou o contrato sem ler: “Se o senhor pagou tanto pelo meu passe é porque reconhece meu futebol”.
No primeiro jogo contra o Flamengo, o clube sentiu o tamanho de sua magoa.
O Bangu de Zizinho fez 6 x 0. Saiu de Moça Bonita sete anos depois para ficar duas temporadas no São Paulo, e conquistar o título paulista de 1957.
Em 1961, contratado como técnico do Audax Italiano, do Chile, os dirigentes pediram que ele jogasse uma partida.
Zizinho, parado havia três anos, jogou não só uma vez, mas toda a temporada. Era o adeus do mestre. O Mestre Ziza morreu em 08 de fevereiro de 2002. 















Zizinho - quebra a perna de Agostinho e é preso
("Anos 40 - Viagem a decada sem Copa")
Time dos cariocas que disputou o brasileiro de 1942.
No primeiro jogo da decisão do campeonato brasileiro de seleções de 1942, realizado no Pacaembu, em São Paulo, os paulistas venceram por 3x1.
Houve um lance, no primeiro tempo, que Zizinho quebrou, acidentalmente, a perna do zagueiro paulista Agostinho, que nunca o perdoou, a ponto de mandar um telegrama malcriado – tipo bem feito – para Zizinho, quando em 1946, teve sua perna fraturada em choque com o zagueiro Adauto do Bangu.
Depois do choque de Zizinho com Agostinho, o clima ficou pesadíssimo para o atacante carioca que sumiu do jogo. Ele foi condenado a oito dias de prisão pela Justiça de São Paulo por ter fraturado a perna de Agostinho.
Zizinho, na época, com 20 anos, estava no exército e fardado foi pegar o sursis.
Cinco dias depois, Zizinho marcou o único gol dos cariocas na disputa do segundo jogo realizado em São Januário no Rio de Janeiro.







Ataque do Brasil no Sulamericano do Chile em 1945: Tesourinha, Zizinho, Servílio e Ademir



Zizinho noFlamengo -
Quando aquele jovem, vindo de Niterói, fez sua estréia no time do Flamengo, no final de 1939, começava uma história de amor e garra à camisa rubro-negra.
Considerado o maior jogador do futebol brasileiro de sua época, Zizinho ajudou e muito a aumentar a já numerosa torcida do Flamengo.
Foi Tricampeão Carioca em 1942, 1943 e 1944 e jogou no Flamengo até 1950, quando o presidente Dario de Melo Pinto realiza o pior negócio da história do Flamengo, ao vender seu passe para o Bangu, após ser ludibriado pelo presidente do clube de Gavea. Mesmo assim, Zizinho nunca deixou de amar as cores rubro-negras, até o fim de sua vida.
Marcou 143 gols com a camisa do Flamengo.
Da torcida do Flamengo ele viu...
Ao Mestre Ziza, com carinho, o nosso muito obrigado.

Zizinho, Heleno e Ademir (Queixada)









Ataque do Brasil no Sulamericano de 1949: Zizinho, Ademir e Jair 








1957 já no São Paulo foi tido pelo tecnico hungaro Bela Gutmam como o cerebro do time do São Paulo FC, para vencer o campeonato paulista daquele ano.

















Zizinho com Bela Gutman e Puskas.










O livro

















Um comentário: